Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apontou que, entre 2002 e 2012, a diferença entre a inflação (IPCA) acumulada e o reajuste dos planos de saúde foi de 38,12%, o que indica que o preço deste tipo de serviço vem aumentando bem acima da reposição inflacionária. Isso significa que, dentro de 30 anos, caso as correções mantenham o mesmo ritmo, o consumidor, que hoje compromete 7% da sua renda com planos de saúde, passaria a usar 73% dela.
O Idec realizou uma simulação que leva em conta um plano de saúde individual, de custo em torno de R$ 210, contratado por um usuário de 30 anos, cuja renda mensal é de R$ 3 mil. O valor do plano, neste quadro, compromete 7% desta renda. Levando em conta que sejam mantidas as regras de reajuste dos preços e as condições de reposição salarial, quando esse indivíduo fizer 60 anos ele terá mudado de faixa etária, o que faria seu plano sofrer um aumento de 296,79%.
Em 2010, o Idec realizou o mesmo levantamento, e, em vez dos 73%, chegou a 54,12%, o que aponta, segundo a instituição, que em dois anos a correção dos preços dos planos cresceu 7 pontos percentuais.
Fonte: estadao
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