O Governo Federal não fala com a Fifa, que já não sabe a quem se relatar no COL (Comitê Organizador Local), que não é recebido pelo Governo Federal. A dois anos do seu início, a Copa do Mundo no Brasil vive uma crise institucional entre os três principais pilares da sua organização. O último capítulo da "Torre de Babel" que virou o Mundial de 2014 foi a saída de Ricardo Teixeira, na última segunda-feira.
Motivo de grande parte da falta de sintonia entre as partes interessadas na Copa, o cartola estava à frente do COL desde quando ele foi criado, em 2007. O comitê tinha como função, justamente, fazer o elo entre o país organizador e a Fifa, dona do Mundial.
Apesar da sua presença ser vista como problema, a saída não chega a representar uma solução. Antes de abandonar o posto de número 1 do COL, Ricardo Teixeira deixou uma estrutura montada com, inclusive, sua filha entre os diretores. Mais, no seu lugar assumiu José Maria Marin, político sem trânsito no Governo Federal e na Fifa.
Desde o início do governo da presidente Dilma Rousseff, Ricardo Teixeira e o COL perderam influência no Planalto. O cartola não era recebido pela presidenta, diferentemente do que acontecia na época do ex-presidente Lula.
Candido já admite que a Lei Geral da Copa não será votada até o fim de março, último prazo dado pela Fifa e pelo próprio governo. O texto já foi aprovado pela Comissão da Câmara dos Deputados, mas ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado. O conjunto de garantias para os organizadores do Mundial só deverá entrar e vigor em abril.
O demora na aprovação da lei atrasa pontos-chave da organização do evento, como os lançamentos do plano de marketing, da tabela de preços dos ingressos e até do mascote do Mundial.
Fonte: ig
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