O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado no final da noite de ontem em Belém (PA) a 30 anos de reclusão por ter mandado matar a missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, há cinco anos.
Após mais de 14 horas de julgamento, Bida foi considerado pela maioria dos sete jurados autor de homicídio duplamente qualificado (por ter havido promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa) com o agravante da vítima ser idosa --ao morrer, com seis tiros numa estrada de terra de Anapu, Stang tinha 73 anos.
O juiz Raimundo Moisés Flexa disse na sentença que a personalidade de Bida é "perversa e covarde" e a religiosa, por sua vez, era "uma anciã indefesa".
Os atos do fazendeiro "negam a própria racionalidade humana", afirmou o magistrado a uma plateia de apoiadores de Stang, que rezavam de mãos dadas e comemoravam de maneira comedida.


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